sábado, 12 de fevereiro de 2011


(C)Reflexo , 2010

" Desocupou a sua casa
De todo o acessório, do inútil,
Para entender os seus limites.
E sentiu a partir de dentro
O interior vazio.
Procurava desvelar
O oculto em sua casa,
Sentir a transparência do lugar,
Chegar às entranhas
Secretas. à matriz,
Aos fluxos onde a semente
Gera os corais da vida.

Desocupou a sua casa,
O ar tornou-se repirável,
Fez-se lugar, morada
Para o recolhimento."
José Luis Puerto

domingo, 25 de abril de 2010

Sombra


(c)Pormenor, 2009

Pela sombra caminhamos, mas quem acende a luz?

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Sou um reflexo daquilo que vejo


(C) 2010, Sem titulo

Sou um reflexo daquilo que vejo,
Sou uma imagem dissipada
no todo do presente inicial.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Puzzle

Na configuração dos dias através da confluência de fragmento lógicos e entendimentos emotivos surge a necessidade de chegar ao outro, nas mais diversas formas. (...)

O que é um puzzle senão essa pretensão, absurda, de chegar ao vazio do outro.

Variações da identidade, esquiço


(c) Escultura 1, variações da identidade, 2008

Uma mão Uma escada Uma mascara Várias árvores
A procura A transfiguração A virtualização Da identidade
Tudo Numa escada Numa mão Numa máscara Em várias árvores
A identidade O ser Em relação O outro O mundo

Sem virgulas Sem pontos Sem pausas
Na procura incessante do que fomos e seremos

sábado, 2 de janeiro de 2010


(c)2007
O que penso, quando penso o que não penso?

terça-feira, 29 de setembro de 2009

O que ficou na sensação,

a Henri Michaux

Sopra um vento terrível.
É apenas um pequeno buraco no meu peito,
este vazio é a minha resposta.
Se desaparece o vazio...
Construí-me sobre uma coluna ausente,
nem um grande coração pode preencher-me o vazio.
O meu vazio é grande e devorador.
O meu vazio é algodão doce.
Apesar de profundo, este buraco não tem forma.

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Os livros são o que mais me chateia.
Não deixo uma única palavra no seu sentido nem sequer na sua forma.
E depois de lido o livro inteiro, tenho pena porque não percebi nada.
Não pude alimentar-me de nada.
Continuo magro e seco.

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Começo a mudar a pouco e pouco.
Só conservo o que me apetece.
Eu não fazia tudo como me apetecia.
Agora, tenho sempre belas tardes.